quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

No fim do mundo encontrei o meu lugar


O sol brilhava ardente, apesar do vento gélido soprar forte nessa época do ano. O outono no reino de Vykeland era muito mais frio que em qualquer outro lugar do continente. A temperatura baixa de agora não chegava nem perto do verdadeiro clima invernal que assolaria a região daqui há poucos meses. Embora o clima desencorajasse os outros, o valor pago para escoltar a caravana comercial de mantimentos à cidade de Mordevento compensava todo o esforço. Além disso, não era só o dinheiro que atrairá Rodo Foot-lucky àquele lugar esquecido no final do mundo de Azera.
Ao chegar na praça central da pequena cidade, Rodo recebe seu pagamento pelo trabalho, 5 moedas, para em seguida procurar algum lugar para comer, descansar. Avista, não muito longe dali, uma taverna um tanto quanto movimentada.
Ao se aproximar da taverna, observa outro estabelecimento com uma placa de madeira desenhada com armas e armaduras brilhantes. Além disso, o que lhe chamou a atenção foi o fato de ter penduradas ao lado dos desenhos, três cabeças de orcs, ao que parece colocadas ali há pouco tempo. Tal imagem remeteu-lhe as memórias de outrora, quando seu reino, Belfist, foi invadido por uma horda destas imundas e cruéis criaturas sanguinolentas. Chacinado centenas de halflings inocentes e pacíficos. Pilhando suas terras e plantações. Essa cena reforçou ainda mais a decisão que o jovem Rodo tomou ao deixar sua terra natal, pois em algum lugar, ele acredita, ainda devem existir indivíduos que possam ajudar seu povo a sair desta situação.
Adentrando calmamente a cheia tavena, ele percebe que o local também funciona como uma estalagem, pois há quartos de descanso no segundo pavimento.  Aproximando-se do balcão, Rodo escala uma das banquetas, senta-se e dirige a palavra para a atendente, com sua voz aguda e calma:
- Oi unai! – disse Rodo com um semblante amigável para a atendente que estava atrás do balcão, que lhe voltou a atenção respondendo com um sorriso.
- Oi garotinho, o que deseja?
- Alguma bebida para molhar a garganta e alguma carne para forrar o estômago.
- Tudo bem, posso conseguir isso para você, mas o que uma criança faz sozinha por aqui?
- Mas não sou criança, sou ‘halfin’ - disse com eloquência para a mulher.
- Ah, me desculpe, eu nunca havia conhecido um pequenino antes. Já lhe trago alguma coisa para beber e comer.
Pouco depois a mulher serviu uma caneca de cerveja e um pouco de carne ao molho com verduras e legumes. Não era uma boa refeição, mas naquele momento qualquer coisa lhe servia para matar a fome. Enquanto comia Rodo puxou conversa novamente com a atendente:
- Unai, eu vi num casa uma placa com desenhos de armas, armaduras e cabeças de orcs penduradas aqui ao lado, que lugar é esse?
- Ah, não se preocupe com isso... é só um muquifo de alguns vagabundos, beberrões e mercenários que se dizem heróis... se chamam de Guilda dos Heróis.
- ‘Helróis’? São helróis mesmo? – Rodo questionou a mulher com espanto e evidente empolgação.
 - Bom, você pode julgar por si mesmo assim que chegarem, sempre veem aqui no final do dia.
- Ah que ótimo, vou esperar.
Após terminar de comer pediu um quarto para descansar, pagou adiantado pela estadia e pediu para ser chamado assim que os heróis chegassem.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

RPG - D&D do Lucão - 18/01/2014 - A batalha no centro de Mordevento contra os invasores orcs.

Domingo é um dia perfeito para um jogo de RPG. Nesse último dia 18/01/15, jogamos o D&D do Lucão, adaptação do sistema D20 num cenário medieval tipicamente fantasioso. Abaixo algumas fotos da batalha contra orcs que invadiram a cidade de Mordevento no reino norte de Vikeland.

A primeira batalha do dia tem o seu início

Pequeno grupo de orcs tentando impedir os heróis de chegarem ao centro da cidade

Primeira batalha - antes de chegar ao centro da cidade, grupo de orcs

Orcs se preparando para enfrentar a guilda dos heróis

Guerreiros orcs liderados por um Xamã, já no centro da cidade

Guilda dos Heróis